11PM
Every night was the same mass
Like all the other nights
Hop in my shoes be my guest
Hope you enjoy the ride
Than you’ll see what it fells like
What if we just keep the nonsense
Look through the magnifying glass
Dont worry you can take your time
You’ll see that life goes by so fast
Like a spinning fixed gear bike
Bunny hopping through my life
What if we just keep it my way
But now its time to say goodbye
We’re swimming we’re naked on your pool
Cos deep in our hearts we will never know our time to die
We’re dreaming, we’re kissing in your room
Cos here in my arms I will never ever let you go away
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May142013
Arrebatamento é quando você come só as beiradas das poucas verdades que as pessoas oferecem e padece?
Ele me observava atentamente, o olhar permanecia fixo no espaço preenchido pela minha presença, um prisioneiro ansiando a liberdade (o prazer da soltura, e o pavor da libertação, de ter a liberdade desconhecida novamente em seus passos, saber prosseguir, ir adiante, um homem que esteve parado e dolorido na prisão das próprias escolhas), como se um novo músculo nascido dentro da quietude da observação o incomodasse; um coração dentro dos olhos que o faria desempenhar atenção perseverante e cuidados fiéis sem desgastar o outro velho coração, no peito, amante do restante de mim.
Receia quebrar meu querer ao meio; resolve tocar com a ponta gelada do nariz fibroso a camada vermelha dos lábios apurados como cumprimento e cuidado, como se cuidasse de uma flor em últimos dias de cor e brotos, mastigando, de boca cheia, uma porção de doces pegajosos recheados de abelhas venenosas.
Ocasionalmente sente-se amargurado, uma paciência sufocante quando se entendia distante de uma pessoa idêntica a ele, um homem que, na verdade, nunca seria mesmo parecido com aquele que morava em sua fantasia. Chegou a acreditar que poderia existir uma intersecção entre os dois, um ponto comum na pele que fosse a chave para um mundo misericordioso, tangível. Uma construção limpa e frágil de ilusão ridícula se desfez nele, escorregou pela encosta lisa da montanha de bom humor que ele aprendeu a erguer, e os escombros de algo bonito e sólido acumularam-se vencidos sobre a esperança de novidade. A bandeira da resignação hasteada no monte de detritos que se fecha dentro dele.
E minhas mãos permaneceram junto ao corpo no momento da entrega, inflamadas dentro da imitação de estátua de cera mais patética que um homem mal resolvido conseguiria naquele estado (de putrefação, dormência ou calamidade íntima). Eu não conseguia aceitar o corpo que se aproximava com coragem e saliva;
O primeiro dia sem o homem que não me quis é assim: Ele vai embora aos domingos. Volta quinta-feira. Vai aos domingos. Retorna nas quintas. Vai embora. Mas volta. Vai e volta. Vai. Volta. Um tipo de gozo de presença-ausência, uma satisfação perfurante que chega até o meio do que me completa, mas não atinge o âmago. Avança camadas grossas de busca espontânea. Ir e vir como seu permanecer descompromissado. Não sei gostar sem acabar comigo um pouquinho.
(Um mundo novos aos corações corajosos!)